Barcelona está a encantar-me. Se calhar mais do que algum dia pensei que me encantasse e a verdade é que, só hoje, passada uma semana e dois dias de ter chegado à capital catalã, é que senti saudades de Portugal. Podiam ter sido saudades de casa, da minha família - que as tenho -, mas foram dos meus amigos. Que ontem se divertiam, enquanto eu dormia para mais um dia de estágio. Sorte a deles por ser feriado em Portugal.
Mas foi de manhã que tudo começou: um despertador que já tocava à mais tempo do que era devido, uma foto e uma mensagem do ex-namorado e um despertar relativamente rápido, tal tinha sido a felicidade da mensagem com que tinha acordado. (Faz-me muito feliz, ver os outros felizes, sabiam? Principalmente as pessoas de quem - ainda - gosto.) O dia no Museu não estava a ser particularmente interessante, temos que admitir, mas uma pessoa faz um esforço, porque sabe que as primeiras semanas são sempre mais administrativas que produtivas.
Tirei a tarde para ir à praia. Já tinha tido esta ideia na sexta-feira, quando passeei com a minha mãe por Barceloneta, mas esta semana, tinha que executar o meu plano: uma tarde a apanhar banhos de sol e de mar. Não pensem que fiquei o verão todo a trabalhar, para depois não ter como aproveitar a ausência de férias que tive.
E foi a olhar para o mar, um nadinha de nada mais quente que o Oceano Atlântico, que notei que faltava algo que - regra geral - preenche a minha paisagem quando vou à praia em Lisboa: o Farol do Bugio. Vi de tudo: iates maiores, iates mais pequenos, barcos à vela, motas de água, pessoas a fazer paddle e até um barco pirata, vejam bem.
Mas a verdade é que o momento em que eu mais senti que não estava em Portugal, não foi quando vi os meus amigos nas suas rotinas, a divertirem-se, mas sim quando olho para o mar e não vejo o Bugio.
P.S. - Sabiam que em Barcelona vendem mojitos na praia?
